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Entenda marketing pessoal e bajulação

Entenda a diferença. E os efeitos disso para seu marketing pessoal e carreira.

Todo mundo reconhece um bajulador no trabalho. Ele faz elogios interesseiros, sem sinceridade e, em geral, busca ficar sempre perto de quem ocupa uma posição de comando na empresa. Seu principal objetivo é ser notado pelo chefe, e para isso ele não mede esforços. Elogia exageradamente o gestor e não discorda dele jamais. E, quando consegue um bom resultado, faz questão de divulgar para que todos tomem conhecimento. 

As pesquisas mostram que um bajulador acaba ficando mal visto nas empresas. Por outro lado, quando o elogio é positivo e verdadeiro, pode acelerar a carreira dos seus autores. Os reconhecimentos fazem parte do dia a dia do trabalho e podem ser trocados a todo tempo. 

Veja a seguir como fazer isso sem ser um bajulador.

PERGUNTA E RESPOSTA

Quero buscar reconhecimento do meu chefe pelo meu trabalho e ser valorizado profissionalmente sem parecer um bajulador. Existe uma melhor forma para fazer isso? Cícero, Maracanã

Olá, Cícero. Pesquisas feitas em grandes universidades americanas buscaram mapear táticas de elogios vistas como positivas pela alta liderança. Marketing pessoal e bajulação não devem ser confundidos. 
O bajulador quer se destacar e ser notado a todo momento, e não age naturalmente. Quer passar a percepção de que ele é o melhor, então exagera nos autoelogios e nas críticas e comparações com os colegas do trabalho.

Por ser inseguro, usa grande parte do seu tempo fazendo articulações e intrigas para se manter no emprego. Por outro lado, quem faz marketing pessoal se preocupa em realizar um bom trabalho e conseguir resultados acima da média para ser reconhecido. Mostra o seu valor com foco nos resultados e no profissionalismo, sem usar argumentos pessoais ou tentar influenciar opiniões de terceiros favoráveis sobre si com adulações.

Ambientes competitivos e com ameaça de demissão, onde o profissional precisa se destacar entre os outros, podem estimular um comportamento bajulador. Alguns funcionários procuram ficar íntimos dos chefes para serem notados, mas esse comportamento vai contra a etiqueta corporativa.

O puxa-saquismo atrapalha a imagem do profissional e passa a impressão de incompetência. Por outro lado, ficar quieto demais no seu canto pode ser uma postura negativa para a imagem. Se o funcionário não comunica seus resultados, pode acabar sendo “esquecido” na hora das promoções, ou ficar em situação de risco, em caso de cortes de pessoal.

A dica para o profissional é tratar seu superior com cordialidade, relatar resultados práticos do trabalho sem “paparicos” e, quando um problema ocorrer, apresentá-lo ao chefe com uma proposta de solução. E, principalmente, emitir suas opiniões, sempre que solicitado, com gentileza, mesmo que o chefe discorde delas. Boa sorte.

Fonte: Janaina Ferreira / Site IG - O Dia 
Publicado: 29/12/2015
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